O QUE FAZER NO OUTONO ???

É no Outono, que fazemos 2 tarefas importantes: uma limpeza geral e adubação.

Limpeza Geral
* Retirar alguns galhos mal formados com podas de limpeza.
* Retirar folhas secas.
* Retirada e controle das ervas invasoras.
* Manutenção em canterios, preparando-os para o inverno. "Afofar" a terra, favorecendo a oxigenação das raízes.
* Tomar cuidado especial com as podas naquelas plantas que vão florir no Inverno e Primavera.
* Efetuar uma inspeção minusiosa em todo o jardim, à procura de insetos ou outras pragas.
* Aplicação de preventivos contra pragas e doênças.
* Por ultimo, mas não menos importante. Qualquer tipo de ferramenta que for usar deverá estar limpa e higienizada. Ferramentas de corte, deverão estar muito bem afiadas, evitando danos maiores nas plantas que forem podadas.

Adubação
* Preferir sempre adubos orgânicos ( Torta de mamona, Farinha de osso, Húmus de minhoca, estercos curtidos)
* Escolha adubos ricos em Fosforo (P) e Potássio(K). Adubação com estes macro-nutrientes, são indicados para esta época do ano. As plantas reservam estes nutrientes para "aguentar" o inverno, pois é no inverno que as plantas entram em dormência e não se alimentam. Estas reservas fazem que as plantas floresçam em grande quantidade na Primavera.

Alguma espécies que florescem no Outono
* Azaléias
* Ixóras
* Sálvia
* Begônia
* Gazânia
* Hortência
* Pata de Vaca
* Camélia
* Abélia
* Anêmona
* Quaresmeira
* Algumas Orquideas Catleias

ADUBAÇÃO COM ESTERCO DE COELHO

     O esterco de coelho é um dos melhores adubos orgânicos que podem ser utilizados na agricultura, se comparado com o de outros animais. Nas análises químicas, esse tipo de esterco se mostrou superior, em comparação ao de outros animais.
     Seu valor como fertilizante é muito grande e o seu emprego pode ser feito, com grande sucesso, em qualquer plantação, horta ou jardim.
     O esterco de coelho é muito rico, principalmente em nitrogênio, fósforo e potássio, segundo comprovam análises feitas por vários departamentos técnicos de universidades no Brasil e no exterior, e nas quais foram encontrados os seguintes resultados:

Nitrogênio 2,48%
Fósforo sob a forma de anidrido fosfórico 2,50%
Potássio, como óxido de potássio 1,33%

     Além desses elementos, são encontrados no esterco do coelho, embora em menor quantidade, cálcio, sódio, magnésio, enxofre, etc.
     Quanto ao fato de termos afirmado que o esterco de coelho é superior ao de outros animais, podemos verificar pelos dados a seguir, de acordo com as percentagens obtidas em análises realizadas:

coelho, galinha, porco, carneiro, cavalo,vaca

Nitrogênio; 2,48% - 1,75% - 1,00% - 1,00% - 0,60% - 0,50%
Fósforo; 2,50% - 1,25% - 0,40% - 0,35% - 0,25% - 0,30%
Potássio; 1,33% - 0,85% - 0,30% - 0,60% - 0,50% - 0,45%

     Segundo cálculos realizados, baseados em observações, 100 coelhos, em um só ano, podem produzir de 5000 a 6000 quilos de esterco. Essa quantidade é suficiente para adubar 1 hectare de terra e sua distribuição pode ser feita 1, 2 ou 3 vezes por ano.
     Se o esterco for adicionado à palhas, restos e outros materiais, pode atingir muitas toneladas, dando, assim, para adubar uma área bem maior.
     É aconselhável não usar esterco fresco de coelho, porque pode “esquentar” muito e queimar as plantas. Outro cuidado a ser observado é evitar empregar esterco de coelho em plantações destinadas à alimentação desses animais, para evitar a disseminação de alguma doença.
     Todo criador deve ter uma boa esterqueira para aproveitar esse elemento de tão grande utilidade na adubação de qualquer plantação e que por isso tem um grande valor, podendo ser aproveitado pelo próprio fazendeiro ou vendido a outros produtores rurais. Além disso, as esterqueiras ou fossas especiais evitam o mau cheiro, fermentações excessivas, a proliferação de germes e a disseminação de doenças.
     Sendo misturados com palhas, capins, sabugo de milho, palha de arroz ou qualquer outro material absorvente, sua qualidade melhora porque a urina é absorvida e fixada, não escorrendo, perdendo-se por filtração e evaporação.
     Para diminuir a perda de nitrogênio, é aconselhável adicionar 10% de super fosfato, porque este elemento, combinado com o amoníaco, forma um sal não volátil que, não se evaporando, permanece no adubo, mantendo suas boas qualidades.